O início de um novo ano costuma trazer metas ambiciosas, grandes promessas e mudanças que parecem exigir esforços enormes. Quando o assunto é meio ambiente, no entanto, a transformação mais efetiva continua começando em gestos simples, como separar corretamente os resíduos dentro de casa.
A reciclagem segue sendo uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes para reduzir impactos ambientais, economizar recursos naturais e fortalecer a economia circular. Em cidades como Bauru, onde cooperativas de catadores atuam diariamente na triagem e no reaproveitamento de materiais, cada embalagem separada corretamente representa menos lixo descartado de forma irregular e mais oportunidades de trabalho e renda.
O papel das cooperativas vai além da coleta e da separação. Elas organizam o fluxo de materiais recicláveis, garantem melhores condições de trabalho aos catadores e contribuem diretamente para a redução da pressão sobre aterros sanitários. Sem esse trabalho estruturado, grande parte dos resíduos recicláveis acabaria misturada ao lixo comum, perdendo seu potencial de reaproveitamento.
Em 2026, discutir reciclagem é também falar de responsabilidade compartilhada. Quando um elo falha, todo o sistema sente os impactos. Por isso, separar corretamente os resíduos, utilizar os Ecopontos, a coleta seletiva e buscar alternativas de reuso não são apenas atitudes ambientais. São decisões que refletem cuidado com a cidade e com as pessoas que nela vivem.
Mais do que uma meta de ano novo, reciclar deve ser entendido como um hábito permanente. Um gesto simples, repetido todos os dias, que constrói resultados concretos ao longo do tempo e ajuda a desenhar um futuro mais equilibrado e sustentável.

